segunda-feira, 10 de agosto de 2015

:: Fala, Embaixador!!!




      Reservamos no nosso blog um espaço para que, após cada jogo, um embaixador do Vozão exponha sua opinião sobre a partida. 
    
      Após a partida de ontem, João Ricardo, analisou a partida da seguinte forma: 

     "Mais de 24 mil guerreiros-torcedores compareceram ao Castelão para mais um desafio (ou seria via Crucis) do Ceará pela 17ª rodada do campeonato, dessa vez, frente ao entrosado time do Vitória.  Movidos pelo sentimento por demais otimista do “agora vai”, seja pela chegada do técnico Marcelo Cabo (o terceiro técnico do Ceará em 17 jogos), seja pela possível estreia de jogadores parados há mais de 6 meses ou oriundos de times frequentadores do submundo da terceirona, já que as novidades no Mais Querido tem sido o estilo “mais do mesmo”, muito embora tenham me agradado num primeiro momento os jogadores Mazola, Julio Cesar (que fez de tudo: gol, tomou cartão amarelo e vermelho) e o disposto Alan; temos de acreditar, pois, parafraseando Drummond: A confiança é ato de fé, e esta dispensa raciocínio. Pois bem, uma lástima!  

    Bom, sem mais delongas, por mais confiança que se tenha, encarar um Fabinho como “solução” num placar facilmente construído pelo time visitante (2x0 em menos de meia hora de jogo), fruto de erros primários de marcação, é de doer. Não dá! Mostra o estilo de jogadores que estão zanzando no Vozão e o trabalho que terá pela frente o novo técnico. 

   Até pensei numa parábola, arquétipo, mito ou histórias de superação que possam servir de paradigma ou inspiração para um time (?!) dar a volta a por cima e mostrar o espírito de luta e possibilidade de virar o jogo, marcas inerentes a todo legítimo alvinegro. No entanto, o panorama não favorece nem um pouco, além do time permanecer no mesmo tom e ritmo modorrento. Incrível como não se muda a postura! 
  
   O time até se esforça, corre e acredita numa jogada até o último pó de cal do gramado, em muitas vezes. Não falta raça. Não vejo despreparo físico. A deficiência técnica, por outro lado, é para esmorecer qualquer cristão que tenha noções básicas de futebol. Quem verdadeiramente autoriza a vinda desses pseudojogadores ao clube? Estrategicamente, pelo momento, não seria mais razoável a vinda de 3 ou 4 jogadores que deem equilíbrio e ofensividade ao time (todo mundo grita isso)?! Qual o medo do investimento?! Essas perguntas ecoam há muito em Porangabuçu. Parece que a gestão anda bem longe de seu maior patrimônio – o torcedor. 

   De outro lado, todos já sabem disso, o trabalho de um técnico de futebol, com a montagem de esquema tático e peças ao menos razoáveis, leva um certo tempo a aparecer e precisa de paciência e tranquilidade. Não existe mágica, não há milagre. Mas no Ceará, como se percebe, o que sobra é desespero... 

  O sistema de “apostas” em jogadores não dá mais. Esse sistema faliu no atual contexto há muito tempo. É Insolúvel, risível, amador e irresponsável. Estamos em derrocada em velocidade de cruzeiro! 

  Não vou chutar “cachorro morto” e nem promover caça às bruxas, mas o patrimônio maior do Ceará é sua torcida, como dito. A história mostra a força, tradição e luta dessa massa incansável e brilhante em todos os momentos do time. E ela merece muito respeito. Tem direito e pode vaiar! Não há muito o que fazer... 

  Faltam 21 rodadas para o término do campeonato – 63 pontos em disputa. Muita água vai rolar e há chances de revertermos o jogo. Mas como dito, milagre, mágica e apostas são marcas registradas em histórias fantasiosas e acasos. Panorama se muda com trabalho e responsabilidade! A torcida já deu inúmeras provas que estará sempre junta e, por isso, não merece ver jogadores desse naipe desonrando uma nação e uma tradição. Acorda, Ceará! 

Vamos em frente! Alvinegro não foge à luta! Não vamos desistir! 

Ceará, tua glória é lutar!"

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