segunda-feira, 24 de agosto de 2015

:: E haja saideiras!!!

        Ah aqueles dias!  Dias de Embaixada do Vozão lotada.  Faltando mesas e cadeiras. Gente se aglomerando do jeito que der. Comemorações alucinadas. Abraços nos vizinhos de mesa, conhecidos ou não.  Gente passando, nem sei por onde, para ir comemorar junto com um amigo sentado mais distante.  Cardíacos saindo de fininho para evitar uma emoção maior.  Pulos na frente da TV. Cadeiras caindo. Garçons de tudo quanto é parte do Brasil comemorando junto com a Embaixada do Vozão por cada gol do Ceará.  Dono do bar,  que esquece o lado comercial e não vê mais meros clientes, mas sim amigos pelos quais passa a torcer para reviver aquela alegria contagiante. Choro, caretas, superstições, chopes, pastéis e tudo com o devido registro fotográfico das câmeras alvinegras que perpassam as mesas. Depois do jogo,  hino,  saideiras,  abraços,  cumprimentos repetitivos. A hora passando e nada do povo arredar o pé da Embaixada. 
      Embaixadores,  essa rápida e sucinta descrição não é de nostalgia por um tempo que passou a muito tempo. Não mesmo. É um singelo relato de um tempo que está sendo vivido nesse tempo. Cada Embaixador presente ganhou de presente mais uma página no livro de história da própria vida, cujo relato será mais ou menos contado desse jeito. Então, não é um texto escrito hoje falando de um passado distante, mas sim um texto para no futuro relembrarmos de um passado que hoje estamos escrevendo nos nossos álbuns autobiográficos. 




















                                                                 Turma da saideira

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