sábado, 4 de julho de 2015

:: Homenagem ao Xaxá



"Aquele cara de gestos medidos, mas largos, voz pausada em cuidado tom; aquele cara com a alma tranquila num corpo amplo; aquele cara com cara de papai ou vovô Noel, bonachão, carregava suas ideias com vigor e cuidado, para não ferir; aquele cara...

Aquele cara parece que sabia quando aparecer e quando desaparecer. Havia sempre motivos, escolhas ou formas de nos fazer sentir sua ausência... E nos revitalizar com a sua retomada presença... Ah! Aquele cara!

Aquele cara permanecerá em uma cadeira, presença e ausência, a proferir chistes e boas gargalhadas e, na hora certa, soltará um grito, vários, plenos de afetos e graça... Aquele cara, sempre assim!

Aquele cara será sempre lembrado como exemplo de aglutinador, enzima que acelerava amizades e cumpria, parece, sua missão em torno da benquerença... 

Não, não pensemos que não haveria defeitos naquele cara. Afinal, era um cara como qualquer outro de nós. A diferença estava nas atitudes ou nas coisas tão humanas. O que somos?

Sabemos, apenas, que aquele cara não esperou pelo último transporte, pelo último olhar, pelo último brindar. Mas deixou-nos aptos, cada um a esses movimentos. Inesquecível cara!

Xaxá, aquele cara é a sua cara! Evoé! Brindamos aqui por sua alegria!"

Ass: Jorge Pieiro


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